Mestrinho

Nascido em 1988 em Itabaiana, Sergipe, Mestrinho é neto do tocador de oito baixos, Manezinho do Carira, e filho do sanfoneiro, Erivaldo de Carira. Sua irmã Thaís Nogueira é cantora e seu irmão Erivaldinho também é sanfoneiro. Com o DNA musical tão presente em sua vida, Mestrinho com 6 anos já tocava sanfona e aos 12 anos começou a se apresentar em turnês de bandas da região onde morava. Desde pequeno foi influenciado pela música de Dominguinhos, Sivuca, Oswaldinho do acordeon, Hermeto Pascoal, Pixinguinha, Jacob do Bandolim, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Elba Ramalho, entre outros. 

Aos 17 anos, Mestrinho e sua irmã se mudaram de Aracaju para São Paulo e criaram o Trio Juriti. Juntos participaram de festivais e se destacaram pela composição da música autoral “Mais um dia sem te ver”. Ainda nesse trio gravaram dois álbuns chamados “Forró irresistível” e “Cara a Cara” que contaram com a participação dos emboladores Caju e Castanha e com a produção do compositor João Silva, um dos maiores parceiros de Luiz Gonzaga.

Vem ai um novo trabalho:

São Paulo Moura

O que mais chama a atenção do grupo Cadeira de Balanço na obra do paulista de São José do Rio Preto Paulo Moura é a sua capacidade de combinar o conjunto regional típico dos chorões com um forte aparato de percussão afro-brasileira. Instrumentos da bateria de escola de samba marcam sua presença na montagem das faixas, encaixando-se à formação baixo /bateria típica do jazz. Ritmos tradicionais do Brasil rural como o carimbó e do Brasil urbano como o choro harmonizam-se em faixas de experimentação livre, orquestrando os elementos que serão a receita básica do estilo inaugurado por Paulo Moura.

Paulo Moura foi depurando essa proposta, disco por disco. Em Mistura e Manda tem como campo de experimentação o choro. Chorinho pra você e Chorinho pra ele são os temas que abrem o LP, inteiramente dedicado aos chorões. As formas do choro tradicional, entretanto, estão totalmente abertas à criatividade e à espontaneidade da improvisação, uma marca jazzistica que se desdobra em novas sonoridades e novos timbres. Ao cavaco centrista dos chorões está somado um outro, com afinação de bandolim, mais comum ao samba. Ao pandeiro tradicional soma-se a novidade do repique de mão - criado por Ubirany do grupo Fundo de Quintal – o tam-tam, o ganzá e a caixa de guerra. O resultado é uma combinação de choro, samba, jazz e batucada que o grupo Cadeira de Balanço pretende desenvolver.

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